Acompanhe as ações, projetos e resultados nos territórios rurais do Brasil.
Bem-vindas e bem-vindos à segunda edição do Território em Foco! Este informativo é nosso elo direto com as famílias, as lideranças comunitárias, os jovens agricultores e agricultoras e todos os cidadãos que vivem, trabalham e constroem o futuro desse Brasilzão.
A força do nosso território está nas suas pessoas. Cada reunião comunitária, cada jovem que decide ficar no campo, cada família que acessa crédito e assistência técnica é um passo em direção ao desenvolvimento que queremos. Nosso objetivo com esse informativo é simples: levar informação de qualidade até você, para que possa participar, cobrar e colaborar. Leia, compartilhe e faça parte desta história.
Boa leitura!
Construindo juntos um território mais justo, sustentável e resiliente
O Projeto Dom Hélder Câmara é uma das principais iniciativas de desenvolvimento territorial rural implementadas no Brasil. Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), e cofinanciado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o projeto atua em territórios rurais marcados por vulnerabilidades sociais, produtivas e climáticas, promovendo inclusão produtiva, agroecologia, segurança alimentar e nutricional, fortalecimento das organizações comunitárias e ampliação da autonomia das famílias agricultoras.
Seu diferencial está na abordagem integrada e territorial: o projeto articula assistência técnica e extensão rural, fomento produtivo, iniciativas para segurança hídrica, formação, gestão do conhecimento, tecnologias sociais, fortalecimento da participação de mulheres e juventudes rurais, valorização dos saberes locais e apoio à organização comunitária.
Ao longo de sua trajetória, o Projeto Dom Hélder Câmara tem contribuído para a geração de renda, a diversificação da produção, a ampliação da segurança alimentar, a adoção de práticas agroecológicas, o fortalecimento da agricultura familiar e o aumento da participação social nos territórios atendidos.
"O Dom Hélder Câmara mostra que, quando o Estado atua de forma articulada nos territórios, gera oportunidades, reduz desigualdades e promove desenvolvimento com justiça social."
Acompanhamento técnico contextualizado, voltado à realidade de cada família e território.
Apoio direto à estruturação de sistemas produtivos sustentáveis e diversificados.
Promoção da produção de alimentos saudáveis, diversificados e adequados às realidades locais.
Apoio a soluções adaptadas ao território, como cisternas e reúso de água, em articulação com parceiros.
Fortalecimento da participação social, da autonomia econômica e do protagonismo de mulheres e jovens rurais.
Valorização dos conhecimentos tradicionais, práticas agroecológicas e estratégias de adaptação climática.
Resiliência climática construída a partir dos territórios e das especificidades da agricultura familiar
As mudanças climáticas já afetam quem vive e produz no campo. Secas prolongadas, eventos extremos, insegurança hídrica e alterações nos sistemas produtivos representam desafios crescentes para a agricultura familiar brasileira.
No âmbito do Plano Clima 2024-2035, foram elaborados 16 planos setoriais e temáticos de adaptação. Entre eles, o Plano Setorial de Agricultura Familiar, coordenado pelo MDA, representa um marco histórico: é a primeira vez que a agricultura familiar brasileira integra uma política climática nacional por meio de um plano próprio, construído a partir das especificidades do setor, da diversidade de seus públicos e das diferentes realidades territoriais do país.
Considerando as diferentes realidades dos biomas e territórios, o Plano Setorial adota uma abordagem territorial para orientar ações de adaptação.
Segurança hídrica, acesso à terra, energias renováveis, recuperação de áreas degradadas, infraestrutura e crédito.
Agroecologia, bioeconomia, sementes crioulas, acesso a mercados, PSA, crédito rural e inclusão produtiva.
ATER, pesquisa, capacitação, bioinsumos, tecnologias sociais e inovação.
A adaptação às mudanças climáticas se constrói nos territórios. Por isso, o Plano Setorial de Agricultura Familiar adota uma abordagem territorial, valorizando as diferentes realidades locais e fortalecendo a articulação entre políticas públicas e instâncias de governança, como os Colegiados de Desenvolvimento Territorial (CODETERs), para ampliar a resiliência das populações do campo, das florestas e das águas. As 87 metas dialogam com diversas políticas do MDA. Entre elas, destacam-se iniciativas do Programa Nacional de Desenvolvimento Territorial Sustentável (PNDTS), que contribuem para a adaptação às mudanças climáticas e para o fortalecimento dos territórios rurais:
Em 2 de março de 2026, uma notícia importante foi publicada no Diário Oficial da União: a Portaria de Pessoal nº 776 formalizou a composição do Comitê Gestor do Território da Cidadania. Essa portaria não é apenas um ato burocrático, ela representa o compromisso institucional de garantir que o planejamento e a execução das políticas públicas no território tenham governança clara, participação social e responsabilidade compartilhada.
O Comitê Gestor é o órgão responsável por coordenar as ações do Plano Nacional de Desenvolvimento Territorial Sustentável (PNDTS) e assegurar que as diferentes políticas públicas, da agricultura familiar à infraestrutura, da educação à saúde, funcionem de forma articulada no território.
Coordena e monitora as ações do Plano Nacional de Desenvolvimento Territorial
Articula diferentes ministérios e órgãos federais que atuam no território
Garante a participação da sociedade civil e dos movimentos sociais nas decisões
Define prioridades para o uso dos recursos públicos no território
Apoia o fortalecimento dos CODETERs, colegiados territoriais que reúnem comunidades, gestores e organizações
Essa medida garante a governança jurídica e operacional das ações no território.
Integração de secretarias estratégicas: Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia, Secretaria de Territórios e Sistemas Produtivos Quilombolas e Tradicionais, Secretaria de Mulheres Rurais, Secretaria de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar (SAN), Secretaria de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental (SFDT), junto ao INCRA e à CONAB, para otimizar a aplicação de recursos.
Canal direto de monitoramento das metas para evitar a fragmentação das políticas públicas e garantir eficiência no atendimento rural.
Ao investir no protagonismo feminino jovem, o Projeto Raízes que Resistem não apenas abre portas para essas mulheres. Ele fortalece a sucessão rural, garantindo que o campo continue vivo, diverso e produtivo, e contribui diretamente para a segurança alimentar de todo o país. Quando uma jovem agricultora se capacita, toda a sua comunidade avança.
Capacitadas pelo programa
Atendidas pelo projeto
Institucional
De lançamento
Valorização das identidades culturais dos povos e comunidades dos territórios
Inclusão digital e apropriação tecnológica pelas jovens do campo
Fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis lideradas por jovens mulheres
Desenvolvimento de soluções criativas para os desafios dos territórios rurais
Empoderamento e liderança das jovens rurais como agentes de transformação
"Queremos que nossas jovens possam permanecer no campo com dignidade, autonomia e segurança, amparadas por políticas públicas que assegurem oportunidades reais."
"Este projeto é uma construção coletiva que nasce dos anseios das mulheres camponesas por condições dignas de vida e permanência no campo."
O Seminário do Projeto Raízes que Resistem reuniu jovens mulheres das Escolas Famílias Agrícolas e Casas Familiares Rurais para debater protagonismo, empreendedorismo e permanência digna no campo. O encontro reforçou a importância da Pedagogia da Alternância como metodologia que conecta formação acadêmica e prática territorial, e apresentou as oportunidades concretas do projeto para as jovens participantes.
Cada escola é uma raiz que sustenta o futuro. Com o Projeto Raízes, estamos construindo o mapa das escolas da Pedagogia da Alternância em nossos territórios, conectando trajetórias, fortalecendo redes e dando visibilidade a uma educação que transforma vidas.
Em 2 de junho de 2026, o Centro Cultural de Brasília sediou o evento Explorando o Potencial Agri-PV, que apresentou a versão 2.0 do estudo sobre sistemas agrivoltaicos no Brasil. A tecnologia combina produção agrícola e geração de energia solar no mesmo espaço, reduzindo custos com luz, aumentando a renda familiar e fortalecendo a resiliência produtiva. Entre os destaques, esteve a participação de Patrícia Caldeira, coordenadora de Integração de Políticas Públicas vinculada à CGDT/MDA, que ressaltou a importância da inclusão digital de comunidades historicamente isoladas. Ela evidenciou três pilares fundamentais para um Território Conectado e Sustentável: inclusão sociodigital, soberania tecnológica e alimentar, e governança territorial em rede.
Explorando o Potencial Agri-PV, Centro Cultural de Brasília, junho de 2026.
Apresentação do estudo Explorando o Potencial Agri-PV, Centro Cultural de Brasília, junho de 2026.
Resultado Concreto
Quilombolas, assentados e pescadores acessam microcrédito em 6 municípios
Entre abril e maio de 2026, ações de captação de microcrédito produtivo no Vale do Ribeira resultaram em 114 propostas apresentadas e 72 operações aprovadas. O crédito chegou a quilombolas, assentados e pescadores de Miracatu, Eldorado, Iguape, Registro, Cananeia e Barra do Turvo. O maior volume, R$ 800 mil, foi destinado à linha Quintais Produtivos, voltada especificamente às mulheres.
O desenvolvimento do nosso território não acontece por decreto, ele é construído dia a dia, pela participação ativa de cada cidadã e cidadão. Veja como você pode se engajar:
Os Colegiados de Desenvolvimento Territorial (CODETERs) são os espaços onde as comunidades têm voz nas políticas públicas. Procure a liderança do CODETER da sua região e participe das reuniões, leve pautas da sua comunidade e acompanhe de perto as decisões que afetam o seu território.
O Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) é a porta de entrada para o PRONAF, o Dom Hélder III e outros programas. Procure a assistência técnica rural da sua região e pergunte quais linhas estão abertas agora.
As mudanças climáticas afetam toda a produção familiar. Participe das câmaras técnicas do seu território e contribua para a elaboração dos planos de adaptação climática locais.
Imprima, compartilhe no grupo de WhatsApp, leia em voz alta na reunião da associação. Quanto mais pessoas souberem das oportunidades disponíveis, maior o impacto na nossa comunidade.
Território forte se faz com gente presente!
Cada participação conta. Cada voz importa. Cada família fortalecida transforma o território.